20/01/2011

Pra Sempre Estrela - Parte I

Narrativa baseada na história de Ana Biatriz Queiroz
Por John Carvalho


     Eu tinha 10 anos quando tudo começou. Uma história que eu nunca imaginaria com o final que teve. Uma história que poucos vão acreditar.
     Eu estava lá, como era de costume, no restaurante da minha família. E eu o conheci. Ele olhava pra mim, curiosamente, me buscando, mas eu não ligava muito para isso. Na verdade, eu nem notava o que ele fazia. Afinal, um simples garoto, num simples restaurante. O que poderia haver de mais nisso?
     E durante muito tempo foi assim. Ele ia ao restaurante com sua família. De todos os restaurantes, ele tinha que ir justamente naquele em que eu sempre ficava. E ao chegar lá, seus olhos dançavam por todo espaço a minha procura. E eu? Meramente normal, sem dar a mínima para isso.
     Como a vida é engraçada... Quatro anos depois vimo-nos sentados lado-a-lado numa sala de aula. Quem diria, não é mesmo? Ele ficava lá batendo seus pés fortemente no chão, com as pernas balançando rapidamente quando eu olhava de lado. Eu não o reconheci.
     Na última aula do dia o destino, ou melhor, a professora, nos colocou juntos para fazermos um trabalho em sala. E nós nos falamos pela primeira vez. Foi engraçado, porque ele disse que estava feliz, mas eu não entendi porque não o conhecia – ou pelo menos não me lembrava dele. Então ele me explicou. Disse que passou quatro anos ouvindo pedaços da minha voz. E finalmente lá estava ele, falando comigo. Uma coisa que poderia ser absolutamente normal em qualquer outra história, mas não nessa.
      Então, nos tornamos melhores amigos. Fazíamos tudo juntos desde trabalhos escolares e estudos pra prova até ver filmes, escutar músicas, cantar desafinadamente. E assim foi. Uma bela amizade. E por incrível que pareça nunca tentamos nada além disso. Ele havia se conformado que só teria minha amizade. E eu achando que ele só queria minha amizade.
     O ano passou. E em janeiro ele me ligou dizendo que ia viajar. Eu perguntei pra onde e ele me respondeu que era para Qatar. Na minha mente, eu estava dizendo dane-se pra isso porque nem sabia onde raios ficava esse lugar (nem que ele existia). Meu estômago revirou quando as palavras saíram da minha boca: “Você volta?”. Eu disse isso como se já soubesse que ele nunca mais voltaria. Ele me respondeu: “Talvez.”. Quando me dei por conta, estava lutando com todas as minhas forças para reter a lágrima mais pesada que já quis escapar. Ele disse que ia sentir saudade e que não ia deixar que a distância nos separasse. Eu desliguei o telefone. Não aguentava mais aquilo.




Continua...

7 comentários:

  1. que liiindoo *-*
    A história da Bia. haha.
    Adoooreii.

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  2. Obrigaaaado *-*
    éé, a história da bia hahaha
    ;D

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  3. pow airon , vc sab q eu odeio qnd vc nao continua as historias u_u e o meu livro ? c nem ta escrevendo né , ruum ! adorei a historia 2bjos.

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  4. hahahahaha
    eu tenho que voltar a escrever o livro mesmo...
    ^^

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  5. A bia vai ficar roxa de vergonha :P HAHAHAHA Bia, seu anonimato acabou de vez, e n foi minha culpa ! HAHAHA

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  6. Ela tá morrendo de vergonha!
    hahahaha

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  7. BIA
    SE ÉSTA É REALMENTE A HISTÓRIA DA SUA VIDA,TENHO QUE DIZER QUE É MUITO BONITA,É BONITO VER ALGO QUE NEM VOCE IMAGINA O QUE SEJA SE TRANSFORMAR EM UM POSSIVEL AMOR,TALVEZ IMPOSSIVEL, VOU FICAR AGRARDANDO A CONTINUAÇAO DESSA POSSIVEL HISTÓRIA DE AMOR.

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